<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807</id><updated>2011-08-09T09:22:29.224-07:00</updated><category term='Técnicas de texto'/><category term='Comunicação'/><category term='Língua real'/><category term='Nova ortografia'/><category term='Retórica'/><title type='text'>Segura no texto</title><subtitle type='html'>Técnicas de redação e crítica cultural por LUIZ COSTA PEREIRA JUNIOR</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6157916971044574219</id><published>2009-08-11T05:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T06:40:27.452-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Diploma para técnico de futebol</title><content type='html'>Irônica a informação de hoje, do &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt;, sobre exigência de diploma para técnicos de futebol, no ano em que o Supremo derrubou a exigência de diploma para jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como comparar as medidas, mas que é piada pronta, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa dava de ombros ao diploma ao contratar articulistas. Mas a não obrigatoriedade é danosa aos repórteres. A médio prazo, é até uma boa, pois fechará muito curso caça-níquel de Jornalismo (uns 13 mil formandos/ano). Mas é canibalizador em cidades sem mercado anunciante sólido (como há nas capitais de SP, RJ, MG, RS, BA etc), em que o sustento da mídia é o político local. A farra do contratante de um profissional e muitos estagiários por redação, com gente mais mal paga e despreparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilmar Mendes diz que a medida amplia a liberdade de expressão. É preciso garantir a liberdade de articulistas e fontes consultadas, mas trabalhar a notícia exige mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Supremo desconsiderou que o jornalismo é atividade que requer trabalho técnico com a informação, que não se esgota em consultar as partes envolvidas, mas checar, comprovar versões. Isso, uma pessoa sem formação não aprende apenas atuando na redação (onde aprenderá também vícios e atos anti-éticos, sem ninguém para alertá-lo, como na faculdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a CBF exige o oposto de uma profissão que condena o parreirismo pseudoteórico. A lei já obrigava os técnicos ao curso de Educação Física. Mas o corpo mole imperava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6157916971044574219?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6157916971044574219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/08/diploma-para-tecnico-de-futebol.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6157916971044574219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6157916971044574219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/08/diploma-para-tecnico-de-futebol.html' title='Diploma para técnico de futebol'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-67527363843841703</id><published>2009-07-13T08:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T06:43:01.598-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Intimidade no Nextell</title><content type='html'>A mulher está ao Nextell e o volume da coisa é tal que vence o barulho do trânsito para quem passa tomar ciência da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos informados que uma colega de trabalho de ambas quer ganhar sem trabalhar, tem histórico de roubo na tesouraria e persegue as duas no escritório. É mais um capítulo do inferno astral da interlocutora, que anuncia à amiga de Nextell: “meu marido ficou brocha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse há vinte anos e talvez não merecêssemos ouvir tal inconveniência – não a do diálogo de fofoca, mas a de sua democrática exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80, anos de meus 20 anos, talvez não fosse maior o recato entre amigas. É provável, no entanto, que a confidência ficasse restrita ao círculo da amizade de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a exposição da própria intimidade não pode ser analisada como pouco tempo atrás o foi, como uma anomalia do espetáculo a intrometer-se em nosso cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já parece habitar a paisagem interna do brasileiro médio. É realidade que não mais nos estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queime-se o moralista que condena o reality show do momento. A tranquilidade na própria exposição mostra uma mudança de conduta pública que não me parece acidental e passageira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Big Brother Brasil&lt;/em&gt; aumentou sua premiação para R$ 10 milhões. A Nextell, por sua vez, comemora os 700 mil novos usuários desde 2005 – a maioria no mercado corporativo – de seu telefone com tecnologia push-to-talk (PTT, ligação direta via rádio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição da intimidade deixou de ser variável cultural para ter viabilidade comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe virou componente de civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-67527363843841703?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/67527363843841703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/07/intimidade-eletronica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/67527363843841703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/67527363843841703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/07/intimidade-eletronica.html' title='Intimidade no Nextell'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-9122129359040596198</id><published>2009-06-19T10:42:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T12:08:51.896-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>A linguística de Patinhas</title><content type='html'>O filósofo Jean Lauand colecionou as (cinco) versões brasileiras da mesma história de Tio Patinhas. &lt;em&gt;Tio Patinhas e os Índios Nanicós&lt;/em&gt; (EUA, 1956), de Carl Barks, circulou no Brasil em abril de 1958, 67, 82, 88 e dezembro de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada edição mostra o esforço da indústria de sintonizar a linguagem mirim do momento. Flagra-se, com isso, o domínio de linguagem que cada época (e seus adultos) atribui à garotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sjvan2wytuI/AAAAAAAAALk/W9CaHWJjy0Q/s1600-h/patinhas5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjvaeUIHsrI/AAAAAAAAALc/llU6V9V-zm8/s1600-h/patinhas2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349109196766294706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjvaeUIHsrI/AAAAAAAAALc/llU6V9V-zm8/s320/patinhas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Compare as duas versões (67 e 2004) da mesma prancha (clique para aumentá-las), uma das 27 páginas da história de 208 quadros. Para fugir da poluição de Patópolis, Patinhas compra terras nos Grandes Lagos no Norte. Mas, com Donald e sobrinhos, descobre que os pigmeus-título já são os donos do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjvckBPS3iI/AAAAAAAAALs/4mLhO-yJ6SM/s1600-h/patinhas5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349111493798583842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjvckBPS3iI/AAAAAAAAALs/4mLhO-yJ6SM/s320/patinhas5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre 58 e 2004, cai a presença dos pronomes oblíquos. Donald diz “Peguei-o em flagrante” (1958); “Peguei você em flagrante” (2004). E o futuro simples (ficaremos) de 58 vira forma composta (vamos ficar) depois.&lt;br /&gt;Há mudanças que sugerem vigências sociais de época. Em 58, Huguinho, Zezinho e Luizinho chamam Donald de “senhor”; em 2004, de “você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças conceituais no léxico revelam convivência com ideias de cada geração. Já no primeiro quadro, só a partir de 1982 surge a palavra “poluição” numa fala de Patinhas. Em 58 e 67 era "neblina”. Nesse quadro há uma fórmula hoje não usual: "ir ter”, em 58 e 67: “Tio Patinhas vai ter às terras do Norte”, substituída por “vai às terras do Norte” em 82 e 88.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência do léxico das edições antigas era a de palavras mais cultas. Comparando 58 a 2004: “Ademais” x “Além disso”; “ambrosia” x “perfume”; “Que pretende caçar?” x “O que vai caçar?”; "Acampam num aprazível banco de areia" x "Acampam numa barra arenosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferença de repertório literário. Os nanicós falam por versos (&lt;em&gt;A Canção de Hiawatha,&lt;/em&gt; de Henry Wadsworth Longfellow). As edições pré-2004 a trocam pela &lt;em&gt;Canção do Tamoio&lt;/em&gt;, de Gonçalves Dias. Já 2004 opta pelo obscuro e servil decalque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspeita-se que não é o nível da criançada que declinou em cinco décadas. Mas o da indústria cultural que a abastece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-9122129359040596198?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/9122129359040596198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/linguistica-de-tio-patinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/9122129359040596198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/9122129359040596198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/linguistica-de-tio-patinhas.html' title='A linguística de Patinhas'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjvaeUIHsrI/AAAAAAAAALc/llU6V9V-zm8/s72-c/patinhas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-3162996895315304573</id><published>2009-06-18T06:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T07:15:56.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>Domínio de linguagem</title><content type='html'>Bráulio Tavares, crítico, compositor e colunista de &lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;, me mandou uma série de textos de sua coluna em jornais nordestinos. Destaco o trecho de um, a meu ver a síntese perfeita do que podemos considerar a elefantíase do discurso acadêmico, que contamina até bilhetinhos e e-mails universitários (e não só).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recebi um convite para um evento cuja justificativa dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'O objetivo precípuo deste conclave é questionar o fazer literário, dissecar seus processos, balizar seu desenvolvimento e estabelecer metas para a construção de um discurso literário brasileiro nesta época de diluição globalizada e de hegemonia dos discursos popularescos e dos gêneros comerciais'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei:&lt;br /&gt;'O cara escreve assim para mostrar que domina a linguagem'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pensei:&lt;br /&gt;'O cara capaz de escrever assim a sério provavelmente só consegue escrever assim. Ele não domina a linguagem. Ele aprendeu a duras penas uma linguagem – chamemo-la burocratês ou academês – e no final deixou-se dominar por ela, a ponto de ser-lhe impossível utilizar outra'”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-3162996895315304573?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/3162996895315304573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/dominio-de-linguagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3162996895315304573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3162996895315304573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/dominio-de-linguagem.html' title='Domínio de linguagem'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6428517878837830679</id><published>2009-06-17T10:48:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T07:15:02.009-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>Língua é sociedade</title><content type='html'>Na historia das línguas, há sempre confronto entre as forças de mudança e as de repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século 20, mesmo um linguista de estirpe como Mario Barreto (1879-1931) condenava verbos então recentes, como “revolucionar” e “solucionar”, por já existirem os na época consagrados “revolver” e “solver”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, ele não teve sucesso, porque a sociedade fala mais alto. O combate a novas formas pode frear a criação descontrolada (lembre a retração de “a nível de”), mas não é capaz de impedir a criação de inúmeras outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Língua não é só código produtor de sentido, é também social. Não é mero sistema formal, mas corrente de significados em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpD9kCuY6I/AAAAAAAAALM/uLQg9cZeRX8/s1600-h/11462.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Muitas inovações populares nem sempre se configuram como aberração linguística, mas escandalizam por serem socialmente micadas. E terminam rejeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro de português pode revelar, não raro, um pensamento influenciado por outra lei gramatical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpIiSXYjzI/AAAAAAAAALU/CB1VSrzdmJQ/s1600-h/motoboy.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348667261338554162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 115px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpIiSXYjzI/AAAAAAAAALU/CB1VSrzdmJQ/s320/motoboy.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem opta por “houveram problemas" talvez se fie em “ocorreram problemas”. Se há “garfo” (e não “galfo”), pensa-se, decerto haverá “tarco” (talco); se há “pomar” (não “pomal”), há “carreter” (carretel). E “entrega a domicílio” soa estranho a quem crê que não se entrega “à casa”, mas “em casa” (pela razão que não se “monta a cavalo” por não se “montar a burro”). Daí a preferência pelo condenado “entrega em domicílio”. Mas, enquanto houver incômodo comum, talvez tais deslizes não se fixem no idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpCKK0ASMI/AAAAAAAAALE/Q_v4AO_-Sog/s1600-h/F%C3%A1bio+Rodrigues+Pozzebom_ABr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348660249924487362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpCKK0ASMI/AAAAAAAAALE/Q_v4AO_-Sog/s320/F%C3%A1bio+Rodrigues+Pozzebom_ABr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A norma gramatical é o costume social dominante. Alguns costumes passam ao sistema da língua, outros não. Há construções recentes que podem se consagrar, ao modo de “Esta varanda bate sol à tarde” ou “Moro subindo essa rua” (exemplos de José Carlos de Azeredo, da Uerj). Ou “Quem aqui o pai fuma?”, dito pelo governador José Serra (acenando acima) numa escola de São Paulo (exemplo de Sírio Possenti, da Unicamp: há idiomas, lembra ele, com estrutura “sujeito-predicado” e outros com “tópico-comentário”. Já o português é misto: em “O Brasil, ele também está em crise”, “Brasil” é o tópico da oração e “ele também...”, o comentário. Daí a construção ter pinta de incorreta, mas ser sintática e socialmente aceita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfia-se que esses tipos de construção sejam incorporados à gramática do brasileiro médio. Ao fim, ele é quem ri por último.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6428517878837830679?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6428517878837830679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/lingua-e-sociedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6428517878837830679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6428517878837830679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/06/lingua-e-sociedade.html' title='Língua é sociedade'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SjpIiSXYjzI/AAAAAAAAALU/CB1VSrzdmJQ/s72-c/motoboy.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-4145589340002132561</id><published>2009-05-28T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-28T10:27:46.318-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Por encomenda</title><content type='html'>Fazer, por outras necessidades, o que não se faria por opção estética já levou muito artista a contorcionismos criativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sh7HqRlJ6TI/AAAAAAAAAK8/MlibRlKgvIc/s1600-h/Maiakovsky.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340925737195661618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 121px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sh7HqRlJ6TI/AAAAAAAAAK8/MlibRlKgvIc/s320/Maiakovsky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vladimir Maiakovsky criou cartazes (&lt;em&gt;ao lado&lt;/em&gt;), com o desenhista Rodchenko, para vender brinquedos produzidos em escala na União Soviética do início dos anos 20. Até embalagens de bala e uniformes o poeta desenvolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector traduziu Agatha Christie e foi ghost writer de textos de etiqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scott Fitzgerald e William Faulkner foram roteiristas (terminaram dragados por Hollywood).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor Vassily Kandinsky criou logotipos para empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parnasianos como Bastos Tigre e Olavo Bilac foram profissionais da publicidade, fazendo sonetos para reclames de remédios e cervejarias. É de Tigre o slogan da Bayer (“Se é Bayer, é Bom”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criadores de obras nem sempre fáceis ao consumo rápido e à banalização comercial, esses artistas terminaram aceitando, por encomenda, um esquema industrial e desenvolvendo linguagem numa escala artística à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntaram, por opção, a fome com a vontade de comer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-4145589340002132561?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/4145589340002132561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/por-encomenda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4145589340002132561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4145589340002132561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/por-encomenda.html' title='Por encomenda'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sh7HqRlJ6TI/AAAAAAAAAK8/MlibRlKgvIc/s72-c/Maiakovsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1029547324113933119</id><published>2009-05-26T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T13:11:51.926-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>O adjetivo marginal</title><content type='html'>O adjetivo virou o primo pobre do substantivo. Em manuais sobre técnicas de escrita, é o vilão das frases. Cortá-lo de um texto, assim como arrancar advérbios e tudo o que encha linguiça, é regra no jornalismo e na administração, sob a alegação de que não alteram a estrutura da frase e o texto fica mais legível com vocábulos sem nuanças e margem para dúvidas. Em raciocínios mais demorados, são considerados mais difíceis de registrar na memória que os substantivos, os termos de relação ou os verbos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte-se do justificável princípio de que quem nos escuta deve ter a mais fiel descrição do que é apresentado, sem ser colocado numa zona de incerteza, como fazem os adjetivos e advérbios que implicam juízo de valor (dizer “bonito/feio” sob o critério de quem, cara pálida, de quem fala ou de quem escuta? Afirmar que “absolutamente” algo ocorrerá é não garantir grande coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal princípio, usado indiscriminadamente, criou uma fobia ao adjetivo. Mas ele pode, sim, ser usado para tornar uma descrição mais precisa. “Um cavalo velho e ferido, com cauda macerada” não é o mesmo que dizer "um cavalo com cauda". A intenção de quem enuncia é que pode ditar se uma nuance deve ou não ser eliminada, se é mais preciso qualificar o que se diz ou dizê-lo, simplesmente (o que também é afirmação adjetiva: como saber que uma nuance é necessária?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShxL2OZS0qI/AAAAAAAAAK0/WQJsLIV2sKo/s1600-h/frei+betto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340226653103772322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShxL2OZS0qI/AAAAAAAAAK0/WQJsLIV2sKo/s320/frei+betto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há sempre quem se possa inspirar em Frei Betto (&lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt;, novembro de 2002, na foto) e avaliar que quem se dispõe a ser compreendido por todo tipo de gente, e não só por uma elite, deve fazer raciocínios ricos em sinônimos, não necessariamente pobres em adjetivos. É ser capar de não apenas constatar genericamente que a situação social está ruim, mas descrever os sintomas desta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com adjetivos, se necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1029547324113933119?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1029547324113933119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/o-adjetivo-marginal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1029547324113933119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1029547324113933119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/o-adjetivo-marginal.html' title='O adjetivo marginal'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShxL2OZS0qI/AAAAAAAAAK0/WQJsLIV2sKo/s72-c/frei+betto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-9006403864556490738</id><published>2009-05-20T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T12:40:44.213-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>Telefone sem fio</title><content type='html'>Cuidado com as citações. François-Marie Arouet de Voltaire (1694-1778), por exemplo, jamais escreveu a frase lapidar:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Não concordo com o que você diz, mas defenderei até à morte seu direito de dizê-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Elogio do estatuto democrático e da liberdade de expressão, a frase é invenção da inglesa Evellyn Beatrice Hall (pseudônimo: S. G. Tallentyre, 1868-1919), biógrafa de Voltaire. Está em &lt;em&gt;The Friends of Voltaire&lt;/em&gt; (1906) e se referia à idéia que a figura dele expressava. Em &lt;em&gt;Lendas, Mitos e Mentiras&lt;/em&gt; (Ediouro, 2005), Richard Shenkman relata o caso, que não é isolado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;E, contudo, ela se move!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRLto7vguI/AAAAAAAAAJ8/uw3Rqz5KzQ0/s1600-h/galileu1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337974705795072738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 68px; CURSOR: hand; HEIGHT: 102px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRLto7vguI/AAAAAAAAAJ8/uw3Rqz5KzQ0/s320/galileu1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A frase é improvável num julgamento linha-dura como o que passou Galileu Galilei (1564-1642) por defender conceitos como o de que a Terra girava em volta do Sol, em &lt;em&gt;Diálogos&lt;/em&gt;. Nem interessa que a frase tenha sido dita, mesmo baixinho, posto que ninguém a ouviu, mas o mito se espalhou entre seguidores de Galileu, o que o poupou da inglória fama de covarde ante os inquisidores, em 22 de junho de 1633.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Sangue, suor e lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRMd-CbNJI/AAAAAAAAAKE/woe6WDYAZpw/s1600-h/churchill.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337975536093967506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 76px; CURSOR: hand; HEIGHT: 92px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRMd-CbNJI/AAAAAAAAAKE/woe6WDYAZpw/s320/churchill.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em discurso de 13 de maio de 1940, Winston Churchill (1864-1965) anunciava que os anos seguintes seriam de “privações, sangue, suor e lágrimas”. Mas ele tirou a frase de Byron, que por sua vez a teria tirado de John Donne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRM5g9sstI/AAAAAAAAAKM/gSbm105chf8/s1600-h/vargas.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337976009325851346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 76px; CURSOR: hand; HEIGHT: 96px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRM5g9sstI/AAAAAAAAAKM/gSbm105chf8/s320/vargas.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A carta-testamento de Getúlio Vargas é de José Soares Maciel Filho, presidente do BNDE (1951 e 54) e da Sumoc (atual Banco Central). Vargas encomendara o texto para sua renúncia, adaptou a redação e a assinou em 24 de agosto de 1954.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRTmVTKoeI/AAAAAAAAAKc/dvBdis8J47c/s1600-h/roberto-carlos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337983376358547938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRTmVTKoeI/AAAAAAAAAKc/dvBdis8J47c/s320/roberto-carlos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo o que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A frase virou música-título de Roberto e Erasmo Carlos em 1976, mas é do crítico americano Alexander Woollcott (1887-1943).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;Um burro diante de dois fardos de feno é incapaz de comer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRWXT9mJjI/AAAAAAAAAKk/DtwKj_fyDz4/s1600-h/asno_de_buridan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337986416836486706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 92px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRWXT9mJjI/AAAAAAAAAKk/DtwKj_fyDz4/s320/asno_de_buridan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A expressão "asno de Buridan", famosa na Idade Média para descrever a indecisão, era atribuída ao filósofo João Buridan desde 1340, mas ele não a cunhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRWg1T_eaI/AAAAAAAAAKs/5YSxntphtJ0/s1600-h/ockham2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337986580407613858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 55px; CURSOR: hand; HEIGHT: 102px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRWg1T_eaI/AAAAAAAAAKs/5YSxntphtJ0/s320/ockham2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os entes não devem ser multiplicados além da necessidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O filósofo inglês Guilherme de Ockham (1280-1349) é muito lembrado por essa "Navalha de Ockham", que ele jamais enunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;O Brasil não é um país sério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRSq9URZDI/AAAAAAAAAKU/Z9IrT8k8BmQ/s1600-h/general_charles_de_gaule.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337982356308452402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRSq9URZDI/AAAAAAAAAKU/Z9IrT8k8BmQ/s320/general_charles_de_gaule.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Barcos franceses invadiram águas territoriais do Brasil à caça de lagostas em 1960. O episódio parou no gabinete de Charles de Gaulle, presidente francês, que prontamente convocou o diplomata Carlos Alves de Souza. Em &lt;em&gt;Um Embaixador em tempos de crise&lt;/em&gt; (Francisco Alves, 1979), Souza lembra que, mais tarde, resumira a conversa com de Gaule a um repórter: “Pois é, &lt;em&gt;Le Brésil n´est pas um pays sérieux&lt;/em&gt;”. O despacho telegráfico do repórter não atribuíra com clareza a autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Amado dizia que pouco importava se os poemas atribuídos a Gregório de Matos e Guerra (1636-1695) são de fato dele, mas que o século 16 chegou até nós por uma “poesia chamada Gregório de Matos”. É outra maneira de dizer que as palavras têm um efeito maior que os homens que as pronunciam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-9006403864556490738?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/9006403864556490738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/o-que-eles-nao-disseram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/9006403864556490738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/9006403864556490738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/o-que-eles-nao-disseram.html' title='Telefone sem fio'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ShRLto7vguI/AAAAAAAAAJ8/uw3Rqz5KzQ0/s72-c/galileu1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-124891324845598258</id><published>2009-05-15T11:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T12:33:33.068-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Sínteses de um tempo</title><content type='html'>Que imagem resumiria a glória selvagem da Antiguidade romana? Qual o ícone de nossa civilização? Há descrições de cenas que parecem concentrar toda uma época num par de frases. Se me fosse dado o luxo de escolher, há duas que têm a força de reter a identidade (que, como se sabe, é contradição) de seu tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Século XX&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sg3DA30ixvI/AAAAAAAAAJ0/FGW7OvFVjGw/s1600-h/goethe+garden.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336135553255655154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 106px; CURSOR: hand; HEIGHT: 91px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sg3DA30ixvI/AAAAAAAAAJ0/FGW7OvFVjGw/s320/goethe+garden.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“A preservação de um arvoredo amado por Goethe dentro de um campo de concentração”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(George Steiner, Gramáticas da Criação, Globo, 2003: 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Império Romano&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sg28scF5ZrI/AAAAAAAAAJk/A6z4cJwr0rM/s1600-h/italia%2520coliseu.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336128605145097906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 103px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sg28scF5ZrI/AAAAAAAAAJk/A6z4cJwr0rM/s320/italia%2520coliseu.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Os romanos antigos construíram suas obras-primas de arquitetura, os anfiteatros, para animais selvagens se estraçalharem”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Voltaire, citado por Daniel J. Boorstin em &lt;em&gt;Os Criadores&lt;/em&gt;, Civilização Brasileira, 1995: 143)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outras épocas, que ícones (verbais) teriam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-124891324845598258?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/124891324845598258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/sinteses-de-um-tempo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/124891324845598258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/124891324845598258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/05/sinteses-de-um-tempo.html' title='Sínteses de um tempo'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sg3DA30ixvI/AAAAAAAAAJ0/FGW7OvFVjGw/s72-c/goethe+garden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-5002808942527228399</id><published>2009-04-29T10:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T12:03:15.120-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Tatuagens verbais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiLdM7dyUI/AAAAAAAAAIE/6XQeIrzq9KY/s1600-h/Alto+de+p%C3%A1gina+Nota+9+tattoo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330163492796090690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 136px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiLdM7dyUI/AAAAAAAAAIE/6XQeIrzq9KY/s320/Alto+de+p%C3%A1gina+Nota+9+tattoo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O designer sueco Marc Strömberg, de 22 anos, editou o terceiro exemplar do fanzine &lt;a href="http://www.tarelugnt.se/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Tare Lugnt&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;na própria perna. A intenção não é, evidentemente, ornamental, mas fazer do corpo um caderno ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno da morfologia corporal é recente, mas em evidência até num Brasil terceiro mercado mundial da tatuagem. O primeiro, EUA, tem 15 mil estúdios e 15% da população tatuada (National Geographic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiVQAI51lI/AAAAAAAAAIM/ZrIfD3VqGPc/s1600-h/legenda+1_alta.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330174261140772434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiVQAI51lI/AAAAAAAAAIM/ZrIfD3VqGPc/s320/legenda+1_alta.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A modalidade verbal garantiu ao menos um caso bizarro por aqui: o motoboy Robson Pereira Granja matou o amante de sua mulher e teve o deleite de escrever no braço o nome da vítima e a data do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno não vê fronteiras e motivos. A americana Kari Smith, de 30 anos, leiloou a testa para um site canadense. Sua compatriota Mary Wohlford, de 80, gravou no peito “&lt;em&gt;do not resuscitate"&lt;/em&gt;, para que os médicos não a reanimassem em caso de um ataque cardíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiVoSBtjSI/AAAAAAAAAIU/1mzosuP21SE/s1600-h/legenda+6a1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330174678259305762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 95px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiVoSBtjSI/AAAAAAAAAIU/1mzosuP21SE/s320/legenda+6a1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estúdios do Brasil estimam que a tatuagem verbal só se tornou rotineira nestes cinco anos e 3% dos clientes tatua nomes, juras, letras de música, às vezes frases inteiras. Não mais, que o gênero sofre de “limitação do suporte": não há lugar no corpo para uma gramática de frases longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tatuagem já sinalizou a reação do sujeito a um sistema marginalizador (o corpo última propriedade de quem não tem). Hoje, sugere que o tatuado é gestor de si mesmo. Ele intuiria no corpo um signo, uma convenção arbitrária. Como a foto está para o objeto e a pegada para o pé, a tatuagem ocuparia o lugar de algo que não se articularia de outro modo. Admitir isso é ver o corpo pertencente à ordem da imaginação, não do físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os magros que, anorexos, se acham gordos e vice-versa, se vice-versa houver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-5002808942527228399?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/5002808942527228399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/tatuagens-verbais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5002808942527228399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5002808942527228399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/tatuagens-verbais.html' title='Tatuagens verbais'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfiLdM7dyUI/AAAAAAAAAIE/6XQeIrzq9KY/s72-c/Alto+de+p%C3%A1gina+Nota+9+tattoo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-5077501068606541635</id><published>2009-04-27T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T12:18:16.018-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Trapalhada tipográfica 2</title><content type='html'>Para o registro da &lt;a href="http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/trapalhadas-tipograficas.html"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;trapalhada tipográfica&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;que postei neste blog outro dia, com o erro que atormentou Machado de Assis (1839-1908) em 1902, mas só agora localizei a imagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329466832666507138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfYR2PtQN4I/AAAAAAAAAH8/aDpQM6CYTdM/s320/costaedit.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A página é de exemplar raríssimo (só localizei dois, um do professor de Direito da USP José Alexandre Tavares Guerreiro e outro do empresário e bibliófilo José Mindlin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, como disse antes, de um dos primeiros exemplares da segunda edição de &lt;em&gt;Poesias Completas&lt;/em&gt;, de Machado. O tipógrafo francês trocou a letra &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;e&lt;/span&gt; por um &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a&lt;/span&gt; do verbo “cegar” do trecho “a tal extremo lhe cegara o juízo...”, na segunda linha da página VI do prefácio (iluminado em amarelo, acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erro tipográfico, como se sabe, atrapalha o entendimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-5077501068606541635?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/5077501068606541635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/para-o-registro-da-trapalhada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5077501068606541635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5077501068606541635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/para-o-registro-da-trapalhada.html' title='Trapalhada tipográfica 2'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfYR2PtQN4I/AAAAAAAAAH8/aDpQM6CYTdM/s72-c/costaedit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-820493211988353904</id><published>2009-04-24T08:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T08:38:41.588-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>A antropofagia fonética do Maranhão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfHZ8ekPwHI/AAAAAAAAAHk/qwfpiMWsK4s/s1600-h/reggae+Meireles+Jr+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328279467176476786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfHZ8ekPwHI/AAAAAAAAAHk/qwfpiMWsK4s/s320/reggae+Meireles+Jr+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A jornalista Flávia Perin, então aluna de uma de minhas oficinas de redação, foi quem me chamou atenção para o fenômeno, flagrado acima pelo fotógrafo Meireles Jr. para a revista &lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;. A capital do Maranhão, São Luís, virou a “Jamaica brasileira” porque o reggae reina nos bares, nas rádios, na preferência e na linguagem da população, desde 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito mais curioso dessa predileção é a "antropofagia fonética" que traduz o inglês jamaicano em genial nordestinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maioria da população não tem familiaridade com a língua inglesa, mas adora reggae, as músicas do gênero são por lá chamadas de “melôs”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bad Reputation&lt;/em&gt; virou &lt;em&gt;Melô da Cabra&lt;/em&gt;. Pois, de tanto o cantor Monty Montgomery repetir a palavra "bad" estendendo a vogal (/béééééd/), associou-se a música ao berro do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;White Witch&lt;/em&gt;, de Andrea True Connection, é o &lt;em&gt;Melô do Caranguejo&lt;/em&gt; por causa da frase "white witch will gonna get you..." (“gonna get you” soa “ganaguejou”, daí variar para “garaguejo” até ser pronunciado como “caranguejo”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome original de um melô jamaicano passa por uma acomodação fonética, cada reggae rebatizado segundo a sonoridade da letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paródia do inglês macarrônico acabou virando traço cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-820493211988353904?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/820493211988353904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/antropofagia-fonetica-do-maranhao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/820493211988353904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/820493211988353904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/antropofagia-fonetica-do-maranhao.html' title='A antropofagia fonética do Maranhão'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfHZ8ekPwHI/AAAAAAAAAHk/qwfpiMWsK4s/s72-c/reggae+Meireles+Jr+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-717663941108851934</id><published>2009-04-23T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T10:13:30.965-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Como se faz um conto</title><content type='html'>Das histórias que pinçou para o recém-lançado &lt;em&gt;Contos filosóficos do mundo inteiro&lt;/em&gt; (Ediouro), Jean-Claude Carrière crava preferência por uma historieta de notável sabor anedótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfB-m03WGaI/AAAAAAAAAHU/uldD3UznI_A/s1600-h/pai+e+filho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327897564670204322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfB-m03WGaI/AAAAAAAAAHU/uldD3UznI_A/s320/pai+e+filho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um homem rico e um pobre levam cada um seu filho ao alto de uma montanha. O rico apóia a mão no ombro do seu menino e diz:&lt;br /&gt;– Veja! Um dia tudo isso será seu.&lt;br /&gt;O outro faz o mesmo gesto, mas simplesmente aponta:&lt;br /&gt;– Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria uma visão sobre o humano nas sumárias linhas desse relato, diz Carrière, que não se avexa em tê-lo na categoria de conto filosófico. Fico ruminando o por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo conto sempre conta duas histórias, partilha o argentino Ricardo Piglia em &lt;em&gt;Teses sobre o conto&lt;/em&gt;, um ensaio de &lt;em&gt;O Laboratório do escritor&lt;/em&gt; (Iluminuras, 1994: 37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro plano, há a história de superfície, a situação tal como descrita, movimento a movimento. Enquanto isso, o autor constrói outra história em segredo. A arte do contista, diz Piglia, é cifrar a história 2 nos interstícios da 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfB_az4GvyI/AAAAAAAAAHc/u3-rAzSYXgE/s1600-h/carriere.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327898457758154530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfB_az4GvyI/AAAAAAAAAHc/u3-rAzSYXgE/s320/carriere.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Que relatos estão em jogo na historinha colhida por Carrière (foto ao lado)? Penso que os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História 1: o homem pobre não pode dizer o mesmo que disse o rico a seu filho, pois não tem a oferecer o mesmo, mas a paisagem, de graça, é de todos e de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História 2: o mundo tem mais a oferecer que a mera posse dele e admirar-se ante um cotidiano que o olhar tornou opaco é já um legado raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas possibilidades abertas pela cena 1 que o relato 2 alcança a inflexão de conto. Se isso o torna filosófico, tanto melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-717663941108851934?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/717663941108851934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/como-se-faz-um-conto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/717663941108851934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/717663941108851934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/como-se-faz-um-conto.html' title='Como se faz um conto'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfB-m03WGaI/AAAAAAAAAHU/uldD3UznI_A/s72-c/pai+e+filho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1719271471279736988</id><published>2009-04-22T08:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T12:13:34.434-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>A frieza estatística</title><content type='html'>A Caixa, dizem os jornais de hoje, vai financiar geladeiras, item que teve o IPI reduzido pelo governo. A iniciativa pode corrigir uma distorção bem brasileira: mais de 2 milhões de casas no país (num universo de 47 milhões) têm televisor, não geladeira (IBGE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como anúncios de financiamento, há textos inteiros forjados só por estatísticas como essa. Mas encarar um fenômeno dessa maneira sempre leva gente a achar, por exemplo, que a plebe prefere a comida apodrecendo na cozinha a perder a novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendência estatística é um câncer do texto que, como o jornalístico, o acadêmico ou o relatório econômico, é feito com intuito de sustentar nossas posições cotidianas. A estatística pura, sem ser humano a lhe dar corpo, pode sacramentar preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em 2000, editando o suplemento &lt;em&gt;Telejornal&lt;/em&gt; (hoje &lt;em&gt;TV &amp;amp; Lazer&lt;/em&gt;) do &lt;strong&gt;Estadão&lt;/strong&gt;, fiz reportagem em dupla com Alessandra Penhalver para ver quem se encaixava no índice do IBGE. De porta em porta, fone a fone, achamos gente como Carmem dos Santos, de Carapicuíba, São Paulo, rostos por trás do índice, que nos deram razões para a escolha: 1) geladeira é mais cara que TV; 2) sempre há quem divida o &lt;em&gt;freezer&lt;/em&gt;, não o gosto por um canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões mundanas, jamais insensatas. “Desumanizar” um texto é falar de gente como quem fala de fenômeno climático. É também a fragmentação dos sentidos, o distanciamento, a abordagem opaca sem margem a dúvidas, um julgamento preto no branco a simular uma ordem e previsibilidade sobre o homem e a realidade, que, quase sempre, são desmentidas por apuração mais rigorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1719271471279736988?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1719271471279736988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/frieza-estatistica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1719271471279736988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1719271471279736988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/frieza-estatistica.html' title='A frieza estatística'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6638201456476177104</id><published>2009-04-17T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T10:24:05.946-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>O pum da vaca</title><content type='html'>A TV Minuto, do metrô de São Paulo, retomou ontem a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SETOR LEITEIRO DOS EUA COMBATE&lt;br /&gt;EMISSÃO DE GÁS ESTUFA DAS VACAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tucanaram o pum da vaca, pensei, e o tema seria pretexto para discutir o uso viciado dos eufemismos, não fosse sinal de uma síndrome de linguagem maior: a superstição de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325666231882851474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SeiROKerpJI/AAAAAAAAAHE/kLiZ8UCzp5Y/s320/vaca.jpg" border="0" /&gt; A expressão é de Jorge Luis Borges. Traduz a crença de que toda concisão é sempre uma virtude, ao que se toma por conciso “quem se demora em dez frases breves e não quem maneje bem uma frase longa”, escreveu ele em &lt;em&gt;Discussão&lt;/em&gt; (Bertrand Brasil, 1994: 15). É ter em vista “não a eficácia de uma página, mas as habilidades aparentes do escritor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura responde por 14% dos gases estufas do planeta. 1,5 bilhão de ruminantes emite uma dúzia de poluentes (muito metano, 2/3 da amônia no ar, etc.) ao arrotar e soltar pum. Cada vaca emite a mesma quantidade/dia de poluição de um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV do metrô resumiu a coisa toda a duas linhas. Direito dela. A situação comunicativa impunha, claro, economia narrativa: mensagens curtas, para monitor, 2 linhas + foto, exibidas a tempo da leitura de um público que pode saltar do vagão a qualquer hora. O tema talvez não se prestasse, sem humor involuntário, a tal tipo de síntese. Mas o fato é que o caso sinaliza a superstição de estilo que tem virado a tônica da comunicação urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SeiRupl0gDI/AAAAAAAAAHM/P5BoihYNd1I/s1600-h/twitter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325666789990105138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SeiRupl0gDI/AAAAAAAAAHM/P5BoihYNd1I/s320/twitter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A verbalização famélica de um simulacro de objetividade, esse laconismo que é outro modo de ser da inconsistência, talvez seja o efeito colateral comunicativo da era informática. O internetês (escrever “kbça” em vez de “cabeça”) pode ser só a faceta caricata de um fenômeno pouco visível antes da chegada de e-mails, PowerPoints, blogs (olha eu cuspindo no prato) e redes sociais. É notável que a nova febre seja o Twitter, serviço de papos em rede que limita cada texto a 140 caracteres. Eram 475 mil usuários em 2006. Viraram 7 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais virá, depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6638201456476177104?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6638201456476177104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/supersticao-de-estilo-borges-e-o-pum-da.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6638201456476177104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6638201456476177104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/supersticao-de-estilo-borges-e-o-pum-da.html' title='O pum da vaca'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SeiROKerpJI/AAAAAAAAAHE/kLiZ8UCzp5Y/s72-c/vaca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-8719295216801001740</id><published>2009-04-02T08:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T06:46:26.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Títulos que choram (ou riem)</title><content type='html'>Nem sempre títulos da imprensa são apenas sínteses de relatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdT3fIA0RxI/AAAAAAAAAG0/Pt0hj-PHfcw/s1600-h/Nelson%20Rodrigues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320149173930313490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdT3fIA0RxI/AAAAAAAAAG0/Pt0hj-PHfcw/s320/Nelson%2520Rodrigues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nelson Rodrigues, por exemplo, não engoliu o fim do ponto de exclamação nas manchetes: “O primeiro Kennedy morreu sem ponto de exclamação, o segundo Kennedy morreu sem ponto de exclamação. E pior: – Hiroxima. Era a primeira bomba atômica. Imaginem se em nossa Paquetá, num domingo, caísse uma bomba atômica. Hiroxima é uma Paquetá. E não se lhe concedeu um ponto de exclamação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indignação de Nelson mostrava que os tempos mudavam. Mas sempre que a síntese coincide com a fuga ao clichê, as soluções oxigenam a cobertura. O &lt;em&gt;Última Hora&lt;/em&gt; noticiou em 29/9/1978 a morte de João Paulo I, menos de dois meses depois da do antecessor, Paulo VI:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O papa morreu. De novo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não só resumo da história como sua significação. O&lt;em&gt; Estado de Minas&lt;/em&gt;, sobre protestos do MST nos 500 anos do país, 22/4/2000:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem-terra à vista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Titularam de forma burocrática a posse de Lula, em 2002. Mas &lt;em&gt;Diário de S. Paulo&lt;/em&gt; pegou o espírito da festa inédita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Brasil é da Silva!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A síntese, assim realizada, é o melhor dos mundos. Transborda os limites do espaço estreito. Algo plena (de sentidos) e exata (na leitura dos fatos). Às vezes, com humor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdT7_tsXDbI/AAAAAAAAAG8/ultxhuEmAJQ/s1600-h/fidel.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320154131847384498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdT7_tsXDbI/AAAAAAAAAG8/ultxhuEmAJQ/s320/fidel.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fidel chama o Raúl&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Extra&lt;/em&gt;, 20/2/2008, na entrega de cargo de Fidel Castro ao irmão, foto de Fidel em pose de vômito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Fábio Assunção dá &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;um &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;tempo na carreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meia Hora&lt;/em&gt;, 14/11/2008, no afastamento do ator da Globo, por dependência de cocaína.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-8719295216801001740?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/8719295216801001740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/titulos-que-choram-e-riem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8719295216801001740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8719295216801001740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/titulos-que-choram-e-riem.html' title='Títulos que choram (ou riem)'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdT3fIA0RxI/AAAAAAAAAG0/Pt0hj-PHfcw/s72-c/Nelson%2520Rodrigues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6875201781228246943</id><published>2009-04-02T07:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T11:01:42.381-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Títulos definem a interpretação</title><content type='html'>Gabriel Jareta, jornalista e corinthiano, me chama atenção para a capa do &lt;a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1067892-9798,00-RONALDO+E+BIA+ANTHONY+COMEM+SUSHI+COM+WANESSA+CAMARGO+EM+SP.html"&gt;globo.com &lt;/a&gt;por volta das 15h de ontem: "Ronaldo vai uniformizado para noitada", e a foto do jogador do Corinthians de mãos dadas com a mulher (não identificada logo de cara pelo site). O Fenômeno aprontou de novo, pensei. Depois, às 17h30, tudo mudou: "Ronaldo sai uniformizado para noite família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site percebeu a tempo o risco de bancar um título primeiro de abril. A mudança no título reconfigurou completamente a informação anunciada. E condizia com o que a notícia dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrigido a tempo, o deslize do site decerto foi fruto da pressa. Equívoco compreensível, dada a folha corrida do Fenômeno. Mas injusto no pouco tempo em que ficou no ar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320115841377079218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdTZK6k1j7I/AAAAAAAAAGs/XfoDF5P0lY8/s320/Ronaldo.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;QUANDO O TÍTULO MUDA TUDO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podemos direcionar o modo como um leitor entenderá uma informação já ao dar um título ou ao escrever o lide (o primeiro parágrafo), pois são eles que definem o principal a ser destacado num acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título é informação que grita. Os problemas surgem ao se errar a dose, quando um título:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Promete mais do que se tem a oferecer.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#6666cc;"&gt;g&lt;/span&gt; É incompatível com a notícia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#3333ff;"&gt;g&lt;/span&gt; Sensacionaliza aspectos banais ou descontextualiza frases, insinuando algo que o texto, de fato, não contém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses três casos, títulos terminam por frustrar quem quer ficar informado. Mesmo que por um par de horas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6875201781228246943?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6875201781228246943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/gabriel-jareta-jornalista-e-corinthiano.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6875201781228246943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6875201781228246943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/gabriel-jareta-jornalista-e-corinthiano.html' title='Títulos definem a interpretação'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdTZK6k1j7I/AAAAAAAAAGs/XfoDF5P0lY8/s72-c/Ronaldo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-5618480737225723100</id><published>2009-04-01T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T11:37:05.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>O fim do rato de livraria</title><content type='html'>Do muito que se diz da leitura no Brasil, a qualidade do ato de ler é a mais difícil de inferir. O consumo de qualidade se mistura, nas estatísticas, ao papel pintado caça-níquel, à obra religiosa e à autoajuda. O brasileiro lê 4,7 livros/ano. Mas muita classe AB só lê depois dos 19 anos se trabalho e escola exigirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;LEITURA POR OBRIGAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Indicada pela escola (inclui didáticos) = 3,4 livros per capita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando não se está mais na escola = 1,3 livros/ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Retratos da Leitura no Brasil (Instituto Pró-Livro /Ibope Inteligência), 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gostaria de falar de um tipo escorraçado: o rato de livraria. Houve tempo em que se colhia a novidade ao vagar das prateleiras. Havia o luxo da descoberta. Hoje, há mais editoras que livrarias (1.800). São uns 500 títulos novos, mês. Não há prateleira para tanto. A maioria mofa no estoque virtual: se o sujeito não sabe de antemão o que quer, improvável que peça ao livreiro. A internet tem tudo, mas como selecionar? O rio vai ao mar e caem os achados de qualidade fora das megaeditoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;EM LIVRARIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Brasileiros compram 5,9 exemplares de livros/ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não compram muitos novos = 1,1 por ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;g&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas são muitos os compradores = 36 milhões de pessoas/ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Retratos da Leitura no Brasil (Instituto Pró-Livro /Ibope Inteligência), 2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! É mito que Buenos Aires tenha mais livrarias que o Brasil. Lá, são 400, diz o Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, o dobro da capital de São Paulo, o que é significativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-5618480737225723100?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/5618480737225723100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/o-fim-do-rato-de-livraria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5618480737225723100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/5618480737225723100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/04/o-fim-do-rato-de-livraria.html' title='O fim do rato de livraria'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-2384999331803771328</id><published>2009-03-31T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T12:53:56.906-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova ortografia'/><title type='text'>Acordo ortográfico: Cartola redimido</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdJa0yKT7dI/AAAAAAAAAF8/WdJcIgbNfds/s1600-h/cartola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319413972742696402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdJa0yKT7dI/AAAAAAAAAF8/WdJcIgbNfds/s320/cartola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nada como um acordo ortográfico atrás do outro. Por anos, Cartola (1908-1980) amargou como equivocado um verso do antológico samba &lt;em&gt;Fiz por Você o que Pude&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Perdoa-me a comparação, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mas fiz uma transfusão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eis que Jesus me PREMEIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Surge outro compositor, / &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;jovem de grande valor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Com o mesmo sangue nas veias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cartola gravou a canção no disco &lt;em&gt;História das Escolas de Samba – Mangueira&lt;/em&gt; (1974). Por força da rima, conjugou “premiar” fora do padrão. Constrangido no estúdio, quis corrigir o verso, mas o produtor que o alertou achou que a troca macularia a fluência da letra. Agora, com a nova ortografia, tanto faz “premia” ou “premeia”. Verbos ligados a substantivos com as terminações átonas &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;-ia&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;-io&lt;/span&gt; admitem duas conjugações (negocio / negoceio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdJiAUKu9DI/AAAAAAAAAGc/dF9Dpw__6zE/s1600-h/NVZ8Z2LRXLD4_EventoNovaOrtografia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319421867431228466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdJiAUKu9DI/AAAAAAAAAGc/dF9Dpw__6zE/s320/NVZ8Z2LRXLD4_EventoNovaOrtografia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mais detalhes, no especial que acabei de editar para a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://revistalingua.uol.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;revista Língua&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;. &lt;/span&gt;Mas, regra geral, os verbos em &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;-ear&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;-iar&lt;/span&gt;, no presente do indicativo e nas formas daí derivadas (presente do subjuntivo e imperativo) ganham &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;i&lt;/span&gt; por terem flexão rizotônica (a tônica cai numa sílaba do radical da palavra: delinear = delineio); ou terem a letra na palavra que a gerou: cear = ceiam, ceio. Falamos que alguém “mediou” uma mesa de reunião (e não “mediu” a mesa); então esse alguém “medeia” a reunião.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-2384999331803771328?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/2384999331803771328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/acordo-ortografico-cartola-redimido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2384999331803771328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2384999331803771328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/acordo-ortografico-cartola-redimido.html' title='Acordo ortográfico: Cartola redimido'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdJa0yKT7dI/AAAAAAAAAF8/WdJcIgbNfds/s72-c/cartola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-4808052110372246483</id><published>2009-03-30T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T11:14:09.839-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>A contracomunicação de Cildo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdD_xH9HS7I/AAAAAAAAAFs/63FEJZiPwzA/s1600-h/coca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319032379338607538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdD_xH9HS7I/AAAAAAAAAFs/63FEJZiPwzA/s320/coca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O festival É Tudo Verdade exibiu na sexta 27 de março o documentário &lt;em&gt;Cildo&lt;/em&gt;, sobre o artista Cildo Meirelles, direção de Gustavo Rosa de Moura.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cildo ganhou fama ao usar a arte em intervenções discursivas, fazendo os meios de circulação dominantes atacarem os próprios discursos dominantes. Em abril de 1970, criou o projeto Coca-Cola, da série &lt;em&gt;Inserções em Circuitos Ideológicos&lt;/em&gt;. Aplicava &lt;em&gt;silk-screen&lt;/em&gt; com tinta branca vitrificada, que não salta à vista com a garrafa vazia que voltava às fábricas para reuso. Cheio do líquido negro da Coca, o frasco tornava visível a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a manobra, a ditadura não rastreava a origem de críticas como “yankees go home”, de fatos censurados na imprensa ou denúncias de tortura. Tudo circulava, vendido pela Coca-Cola. "O segredo foi trabalhar na mesma freqüência do objeto de crítica. Fiz simbiose, a imitação do alvo a ponto de confundir a obra com ele. Foi um grafite ambulante, uma contrainformação que trabalhou a idéia de circuito sem controle", disse a este blogueiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cildo inspirou-se nas correntes de santos e garrafas de náufragos. E mostrou a crítica ao sistema transmitida pelo próprio sistema. O documentário &lt;em&gt;Cildo, &lt;/em&gt;por isso, é tributo mais do que oportuno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-4808052110372246483?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/4808052110372246483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/contracomunicacao-de-cildo-meirelles.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4808052110372246483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4808052110372246483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/contracomunicacao-de-cildo-meirelles.html' title='A contracomunicação de Cildo'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SdD_xH9HS7I/AAAAAAAAAFs/63FEJZiPwzA/s72-c/coca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-371061002723230471</id><published>2009-03-27T08:15:00.001-07:00</published><updated>2009-04-17T12:57:05.954-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>Os índios sem-nome</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SczxnMd7GXI/AAAAAAAAAFk/Nk1QADnEnt8/s1600-h/abertura_1726FP058_Fabio+Pozzebom_ABr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317890915681638770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SczxnMd7GXI/AAAAAAAAAFk/Nk1QADnEnt8/s320/abertura_1726FP058_Fabio+Pozzebom_ABr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Unesco lançou relatório sobre línguas em extinção. O Brasil é o terceiro com mais idiomas em risco. Já 12 foram extintos dos 190 registrados no país. A maioria está ameaçada, vulnerável, como a língua dos xavantes, no Mato Grosso, que tem só 13 mil falantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 recebi a notícia de que 86 crianças com menos de 1 ano de idade haviam morrido de fome nas aldeias xavantes, em dois anos. Nada indica que o quadro de fome mudou, desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de uma língua é a de um modo de ver o mundo. O caso xavante é ilustrativo da visão de mundo em forma de idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebês xavantes não têm nome. É carga pesada demais para um corpo frágil. Se ganharem um, podem adoecer e morrer. Não raro, só com 2 ou 3 anos ganham resistência para suportar o peso de uma identidade. Até então, todo homem é chamado de menino (“watebremi ñi tsi”) e toda mulher, menina (“ba’õtõre ñi tsi”), informa Aracy Lopes da Silva, em &lt;em&gt;Nomes e Amigos: da prática xavante a uma reflexão sobre os jê&lt;/em&gt; (FFLCH-USP, 1986).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes dos xavantes são associados à evolução da pessoa, ao seu desenvolvimento interior e à idade, que identifica a quantidade de força vital útil à comunidade. Um xavante acaba sua vida como começou: sem nome. Há homens que, ao longo da vida, recebem até 8 nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas crianças xavantes talvez não tenham essa sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-371061002723230471?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/371061002723230471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/os-indios-sem-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/371061002723230471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/371061002723230471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/os-indios-sem-nome.html' title='Os índios sem-nome'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SczxnMd7GXI/AAAAAAAAAFk/Nk1QADnEnt8/s72-c/abertura_1726FP058_Fabio+Pozzebom_ABr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-3886872170591389293</id><published>2009-03-24T07:05:00.001-07:00</published><updated>2009-03-31T12:59:32.729-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>A criatividade por escrito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ScjtztXlkEI/AAAAAAAAAFc/cC_Vs6duzBE/s1600-h/tatianabelinky-perfil-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316760832718508098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ScjtztXlkEI/AAAAAAAAAFc/cC_Vs6duzBE/s320/tatianabelinky-perfil-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há dias comentei a &lt;a href="http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/criatividade-de-chaplin.html"&gt;criatividade de Chaplin &lt;/a&gt;em roteirizar, sem usar som, uma cega confundindo um mendigo com um milionário. Lembrei agora que Tatiana Belinki (foto) viveu, com o marido Júlio Gouveia, impasse igual ao dividir o Mar Vermelho na era da TV a lenha. O &lt;em&gt;Teatro da Juventude&lt;/em&gt;, da Tupi de 1950, encenava Moisés. Ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Solução: dois assistentes, um ante o outro, despejam simultaneamente a água de dois baldes. Filmada em 16 mm, a imagem foi projetada no palco, de trás para frente. Momentos assim estimulam, mas não há criatividade que não se facilite por treino. Em &lt;em&gt;A Arte da Ficção&lt;/em&gt; (Civilização Brasileira, 1997: 267-9), John Gardner traz exercícios. Uma palhinha: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. CRIAR SUSPENSE: Faça um parágrafo logo antes da descoberta de um corpo. Descreva como o personagem se aproxima do cadáver, ou o local, ou ambos.&lt;br /&gt;2. DESCREVER PAISAGEM: Descreva uma cena vista por uma velha cujo marido repelente morreu. Não cite marido ou morte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. CRIAR DIÁLOGO: entre duas pessoas, cada qual com um segredo. Não conte o segredo. Um marido perde o emprego e hesita contar à mulher; ela tem um amante escondido no quarto.&lt;br /&gt;4. SEM COMPARAÇÃO: Descreva alguém por meio de objetos, paisagem, tempo, mas sem usar comparações (“Ela era como...”).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-3886872170591389293?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/3886872170591389293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/criatividade-por-escrito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3886872170591389293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3886872170591389293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/criatividade-por-escrito.html' title='A criatividade por escrito'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/ScjtztXlkEI/AAAAAAAAAFc/cC_Vs6duzBE/s72-c/tatianabelinky-perfil-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1517462442617490708</id><published>2009-03-23T12:08:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T12:56:06.386-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>Fora da obra</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Scfikykk3XI/AAAAAAAAAFU/UeeQT1I29LI/s1600-h/eastwood-gran-torino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316467006812511602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 347px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Scfikykk3XI/AAAAAAAAAFU/UeeQT1I29LI/s320/eastwood-gran-torino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há um cacoete comum na retórica da crítica cultural de atribuir a qualidade de uma obra a fatores externos à obra. A vítima da vez, na imprensa paulista e carioca (não vi as demais), é &lt;em&gt;Gran Torino&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "principal interesse" do filme de Clint Eastwood, dizem os críticos, seria a releitura da carreira que o papel de Walt Kowalski teria permitido ao ator-diretor. O protagonista reacionário de &lt;em&gt;Gran Torino&lt;/em&gt; redimiria o inflexível Harry e outros papéis de reaças implacáveis, que Eastwood fez ao longo da carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma injustiça a Eastwood e ao filme. &lt;em&gt;Gran Torino&lt;/em&gt; é sim um taludo filme com um grande ator (Eastwood) a serviço de um diretor de direita (o mesmo Eastwood) disposto a demonstrar que a turma do rifle também é gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro do filme conta a história que tem de contar enquanto deixa os personagens respirarem, com folga de cenas para cada um. Mas não perde a noção de conjunto nem de consistência e reserva uma pequena quebra de expectativa para o fim, cerejinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um ponto muito além da mera revisão de carreira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1517462442617490708?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1517462442617490708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/fora-da-obra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1517462442617490708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1517462442617490708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/fora-da-obra.html' title='Fora da obra'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Scfikykk3XI/AAAAAAAAAFU/UeeQT1I29LI/s72-c/eastwood-gran-torino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1222403295150075019</id><published>2009-03-16T08:44:00.001-07:00</published><updated>2009-03-24T08:30:46.770-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Criatividade de Chaplin</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sb53EiYSREI/AAAAAAAAAEs/shHOBTX2MpU/s1600-h/Boxe+2+Chaplin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313815530175611970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sb53EiYSREI/AAAAAAAAAEs/shHOBTX2MpU/s320/Boxe+2+Chaplin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enfrentar um obstáculo concreto é o único meio de inventar soluções de texto, já dizia Bergson. Escrevendo uma reportagem de capa sobre criatividade para a revista &lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;, lembrei de um documentário em três partes sobre Charles Chaplin (&lt;em&gt;Chaplin Desconhecido&lt;/em&gt;), que tinha em casa ainda em formato VHS.&lt;br /&gt;Eis o texto para uma retranca à reportagem principal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DILEMA DE CHAPLIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema falado reduzira a pó a produção de fitas mudas há menos de três anos, mas Charles Chaplin insistia que, se Carlitos ganhasse voz, perderia o encanto que o consagrou. Mas como mostrar, em &lt;em&gt;Luzes da Cidade&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;City Lights&lt;/em&gt;, 1931), sem diálogos e som, que uma cega confunde um mendigo com um milionário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comediante era perfeccionista, mas gostava de improvisar. Era famoso por começar filmagens sem roteiro prévio, inspirando-se nos ensaios, que sempre eram filmados. Mas a cena o bloqueara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 534 dias de filmagem, 368 deles foram de set parado, sem progresso, por causa do impasse da cena. Chaplin torraria, em um ano e meio, 118.904 metros de negativo, em 4.337 tomadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história, o vagabundo se apaixona pela florista cega (Virginia Cherill), que o confunde com um ricaço. Ele não a desencoraja. Perseguido pela polícia, consegue dinheiro para a cirurgia que devolve a visão à moça, mas é preso por causa disso. Anos depois, eles se reencontram e ela descobre que seu benfeitor era, na verdade, um mendigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução veio em 15 de setembro de 1930:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena Depressão, o vagabundo atravessa a rua, vê um policial e refugia-se num automóvel, para não ser visto. Ao sair pelo outro lado, nota, na calçada, a florista. Ela escuta o barulho e oferece uma rosa. Ele não percebe que é cega. Procura no bolso e entrega sua única moeda, esperando o troco. A moeda cai, a moça tateia no chão, Carlitos nota sua cegueira e se enternece.&lt;br /&gt;O plano da câmera se abre, vemos sair de trás de Carlitos um milionário que bate a porta do automóvel, com força, ao entrar. Com a mão estendida, ela agradece a gorjeta, feito que, para uma vendedora de rua, só um homem rico, dono do carro, poderia realizar. Carlitos sai de mansinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1222403295150075019?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1222403295150075019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/criatividade-de-chaplin.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1222403295150075019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1222403295150075019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/03/criatividade-de-chaplin.html' title='Criatividade de Chaplin'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Sb53EiYSREI/AAAAAAAAAEs/shHOBTX2MpU/s72-c/Boxe+2+Chaplin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6435533066799036825</id><published>2009-02-26T08:51:00.000-08:00</published><updated>2009-04-24T10:43:04.612-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>Casos da língua com a polícia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SabN6KiRUfI/AAAAAAAAAEU/obITBhL2IsI/s1600-h/policia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307155610046910962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SabN6KiRUfI/AAAAAAAAAEU/obITBhL2IsI/s320/policia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;a href="http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/erro-de-traducao-inventa-motorista.html"&gt;motorista fantasma da Irlanda &lt;/a&gt;não é o único caso policial que parou o trânsito por uma questão de idioma. Em setembro de 2006, Marco de Oliveira Prado, dono da empresa MM, da zona leste de São Paulo, foi indiciado por falsificar boletins de ocorrência, carteiras profissionais e atestados de óbito, só para anular multas de trânsito. Clientes de Marco alegavam às juntas de recursos de infrações de quem excedia a velocidade ao levar um parente ao hospital. Mas o esquema furou quando Marco atropelou a gramática: um atestado falava em "aneurisma &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;ce&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;le&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;bral&lt;/span&gt;" e "in&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;sul&lt;/span&gt;ficiência múltipla de órgãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vexame maior foi o de Luís Carlos Fernandes, que em 16 de junho de 2006 foi preso na rodovia Régis Bittencourt, rumo ao Paraná, num Toyota Corolla. Só foi saber a razão após autuado por receptação. A placa estampava um bandeiroso "&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fro&lt;/span&gt;rianópolis". Sim, com &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; em vez de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;l&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; Como não consta que o Detran tenha liberado o uso de variantes da língua, o carro foi apreendido à primeira olhada, por mero contraste ortográfico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6435533066799036825?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6435533066799036825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/casos-da-lingua-com-policia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6435533066799036825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6435533066799036825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/casos-da-lingua-com-policia.html' title='Casos da língua com a polícia'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SabN6KiRUfI/AAAAAAAAAEU/obITBhL2IsI/s72-c/policia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-2385308127537170736</id><published>2009-02-26T07:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T08:51:08.930-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Erro de tradução inventa motorista na Irlanda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Saa5Pyf0gDI/AAAAAAAAAEM/K49QkfgoixY/s1600-h/090220112233_prawo226.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307132891807121458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Saa5Pyf0gDI/AAAAAAAAAEM/K49QkfgoixY/s320/090220112233_prawo226.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Saiu na BBC Brasil de hoje (&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/"&gt;http://www.bbc.co.uk/&lt;/a&gt;). Um erro de tradução do polonês para o inglês fez com que a polícia da Irlanda registrasse mais de 50 infrações de trânsito em nome de um só motorista, relata o jornal &lt;em&gt;Irish Times&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prawo Jazdy", o multado, chegou a ser procurado no país por excesso de velocidade e estacionamento irregular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas "Prawo Jazdy" é, na verdade, a expressão polonesa para "carteira de motorista". As duas palavras ficam no canto superior direito da carteira, em letras pouco maiores do que as do real nome do motorista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-2385308127537170736?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/2385308127537170736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/erro-de-traducao-inventa-motorista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2385308127537170736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2385308127537170736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/erro-de-traducao-inventa-motorista.html' title='Erro de tradução inventa motorista na Irlanda'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/Saa5Pyf0gDI/AAAAAAAAAEM/K49QkfgoixY/s72-c/090220112233_prawo226.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6769462900539435730</id><published>2009-02-20T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T10:07:19.513-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>Tarso Genro tropeça na tradução</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZ7IrfPciRI/AAAAAAAAAD8/4NTSicrWEx4/s1600-h/tarso_genro_154232o590.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304898060535236882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZ7IrfPciRI/AAAAAAAAAD8/4NTSicrWEx4/s320/tarso_genro_154232o590.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O ministro da Justiça, Tarso Genro, paga caro por usar a terminologia gerencial. O &lt;em&gt;El Pa&lt;/em&gt;is noticiou que, para Genro, a ministra Dilma Rousseff tem Lula como "o grande obstáculo" à candidatura presidencial dela em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Genro envia desmentido a deus e o mundo: Dilma tem Lula como &lt;em&gt;handicap&lt;/em&gt;, ou seja, uma "vantagem". &lt;em&gt;Handicap,&lt;/em&gt; diz o&lt;em&gt; Michaelis&lt;/em&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; é a vantagem dada a rival mais fraco, ou também a desvantagem imposta a um competidor mais forte. Tudo para equilibrar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro acreditou que todo mundo saca o inglês corporativo brasileiro. O mesmo engano de usar, em qualquer contexto, o termo &lt;em&gt;outdoor&lt;/em&gt;, que só no Brasil designa painéis &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZ7IZtfSVJI/AAAAAAAAAD0/c2HpzNrBPrs/s1600-h/tarso_genro_154232o590.jpg"&gt;&lt;/a&gt;publicitários ao ar livre. Nos EUA e na Inglaterra, &lt;em&gt;outdoor&lt;/em&gt; é toda atividade realizada ao ar livre (o que inclui nadar em piscina não coberta). Já &lt;em&gt;billboard&lt;/em&gt; é o quadro de anúncios de rua, que São Paulo, por exemplo, já aboliu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa linguagem corporativa tende a sinalizar a fórceps que está antenada à matriz. Termos como &lt;em&gt;handicap&lt;/em&gt; viram, assim, signo de distinção. Mas o jornal espanhol entendeu o significado dos dicionários: no primeiro sentido (vantagem ao mais fraco) ou no segundo (desvantagem imposta ao forte), boa coisa não quis insinuar o ministro ao dizer que Dilma tem Lula como &lt;em&gt;handicap&lt;/em&gt;. Ou seja, sendo afinal "fraca", ela precisa de uma "mãozinha" para decolar e Lula, ao lhe fazer sombra, só pode ser um "obstáculo", um "peso". Para os espanhóis, faz todo o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será ato falho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6769462900539435730?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6769462900539435730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/jargao-administrativo-trai-tarso-genro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6769462900539435730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6769462900539435730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/jargao-administrativo-trai-tarso-genro.html' title='Tarso Genro tropeça na tradução'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZ7IrfPciRI/AAAAAAAAAD8/4NTSicrWEx4/s72-c/tarso_genro_154232o590.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-2263189236100587351</id><published>2009-02-17T09:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T09:18:00.003-08:00</updated><title type='text'>A casa de livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZrwukghn-I/AAAAAAAAADs/PX2FylX-U7M/s1600-h/0,,18053287-EX,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303816194046926818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZrwukghn-I/AAAAAAAAADs/PX2FylX-U7M/s320/0,,18053287-EX,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303816114733215554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZrwp9Cqb0I/AAAAAAAAADk/d-hH3SvCtyU/s320/0,,18053297-EX,00.jpg" border="0" /&gt;É o reino encantado dos livreiros, levado ao limite. O artista veneziano Livio De Marchi construiu na Itália uma casa de madeira, com móveis de madeira, todos em forma de livros. De Marchi não é propriamente um artista “plástico”, mais preciso seria chamá-lo de "artista madeireiro”. Parte significativa de sua obra é feita em madeira. Até carro ele criou. Veja &lt;a href="http://www.liviodemarchi.com/"&gt;http://www.liviodemarchi.com/&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-2263189236100587351?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/2263189236100587351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/casa-de-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2263189236100587351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/2263189236100587351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/casa-de-livro.html' title='A casa de livro'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZrwukghn-I/AAAAAAAAADs/PX2FylX-U7M/s72-c/0,,18053287-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-4152807163005975349</id><published>2009-02-17T05:17:00.001-08:00</published><updated>2009-02-17T06:11:05.981-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova ortografia'/><title type='text'>Acordo ortográfico: As palavras mais populares</title><content type='html'>&lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; de hoje faz um balanço da nova ortografia em suas páginas. A seção "Por dentro dO Globo" (p. 2), dá a palavra "ideia" como campeã nas reportagens do jornal pós-adesão ao acordo, em janeiro. Sob o título "Um jornal de 'ideias'", faz até ranking:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O termo ganha, até, de palavras comuns como a 'plateia' (sem acento) dos espetáculos do Segundo Caderno e do Rio Show; a 'consequência' (sem trema) das análises de especialistas nas editorias Mundo e Economia; as belas 'joias' (sem acento) do Ela; ou a fiscalização da 'infraestrutura' (sem hífen) pública pelo Rio ou pelo Jornal de Bairros&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editor do cultural Segundo Caderno, Artur Xexéo se diz surpreso:&lt;br /&gt;- Pensei que as palavras mais populares da nova ortografia seriam "estreia" e "plateia". Mas "ideia" dá de dez. Só no horóscopo aparecem umas três "ideias" por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe o excesso de uso no campo simbólico traia uma (inconsciente) ausência prática. Como diria Elio Gaspari, se alguém tiver três ideias novas por semana, contrata que é gênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-4152807163005975349?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/4152807163005975349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/acordo-ortografico-as-palavras-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4152807163005975349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/4152807163005975349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/acordo-ortografico-as-palavras-mais.html' title='Acordo ortográfico: As palavras mais populares'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-170797489971534113</id><published>2009-02-16T08:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T06:20:38.131-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Lula conta como perdeu o dedo</title><content type='html'>O relato me foi dado por Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do carnaval de 1992:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303457963855909474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 376px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZmq61DZEmI/AAAAAAAAACs/r3FhlR-o9iI/s320/lula_bx.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZmo3b4WpvI/AAAAAAAAACk/y4XeLoEYel0/s1600-h/lula_bx.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"&lt;em&gt;Quando sofri acidente no trabalho, em 1963, estava empregado na Metalúrgica Independência, de São Bernardo do Campo. As condições de trabalho eram ruins e, para piorar, tudo ocorreu às duas, três da madrugada. Com um pano, tentando conter o sangue, tive de esperar o início do expediente, às seis, para ser atendido pelo médico da empresa. Alguns meses depois da cirurgia, recebi indenização, 371 mil cruzeiros na época. Havia, então, certo respeito em casos de acidente, o sistema previdenciário não estava tão ruim como agora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De lá pra cá, a saúde e a segurança continuam sendo tratadas pelas empresas como se não fosse possível haver boas condições de trabalho e também produtividade. A lucratividade é colocada acima de um bom sistema de segurança porque, para as empresas, o que importa é o trabalhador produzir a todo custo, esteja ou não em um local ruim, sob condições precárias e prejudiciais à saúde&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula estava no turno da madrugada, quando um colega de torno cochilou de cansaço e soltou a prensa. A máquina não foi criada para a proteção, só produção. Transcrevi o trecho inicial em que ele recorda o episódio, em fevereiro de 1992, para a &lt;em&gt;Revista INST&lt;/em&gt;, bimestral do Instituto Nacional de Saúde no Trabalho, da Central Única dos Trabalhadores. Entre 1991 e 1993, atuei no órgão da CUT como editor. A entrevista saiu na edição 7, março/abril de 1992, ano 2, p. 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato vale pelas circunstâncias, nem sempre lembradas (em 89, disseram até que Lula perdeu o dedo de propósito, para mamar no INSS). E vale pela forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma entrevista pode ser transcrita como:&lt;br /&gt;1) pingue-pongue tradicional (perguntas + respostas),&lt;br /&gt;2) respostas antecedidas por pequenos títulos (sem as perguntas que as provocaram),&lt;br /&gt;3) texto em 1a pessoa, como se o entrevistado o tivesse escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 3a opção é útil se desejamos tom menos frio ao conjunto. Não é, claro, texto de punho, mas discurso editado e com tema pontual. Como qualquer entrevista que se lê por aí.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-170797489971534113?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/170797489971534113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/lula-conta-como-perdeu-o-dedo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/170797489971534113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/170797489971534113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/lula-conta-como-perdeu-o-dedo.html' title='Lula conta como perdeu o dedo'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZmq61DZEmI/AAAAAAAAACs/r3FhlR-o9iI/s72-c/lula_bx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-8981783519659705495</id><published>2009-02-12T10:33:00.001-08:00</published><updated>2009-02-16T11:53:02.336-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Ponto de ônibus é cultura?</title><content type='html'>Um poste indicativo de ponto de ônibus foi retirado da Avenida Aclimação, em São Paulo, hoje de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses, já havia sido retirado da calçada em que a imobiliária Marc edificava sua nova sede. Pulara para duas casas acima, mas em seguida ali se ergueu uma agência do Bradesco. O ponto foi então realocado até o endereço ao lado. Há duas semanas o poste simplesmente sumiu de lá, durante as obras para instalação de uma loja da Hering. Há dois dias a Prefeitura pôs novo poste indicativo. Hoje, 7h30, não estava mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, atrapalha os negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O serviço de atendimento da Prefeitura anotou a ocorrência, não sei se ficará por isso mesmo. Mas quem pegava ônibus ali ficou a distâncias demasiadas do ponto anterior e posterior àquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato insignificante, o ponto de ônibus que sumiu comunica um traço cultural, secular e muito nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse público cede ao menor nojinho privado. Não é nada, não é nada, o pouco é sempre muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-8981783519659705495?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/8981783519659705495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/ponto-de-onibus-e-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8981783519659705495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8981783519659705495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/ponto-de-onibus-e-cultura.html' title='Ponto de ônibus é cultura?'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-8775025574503279317</id><published>2009-02-11T08:25:00.000-08:00</published><updated>2009-04-27T13:09:11.281-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Trapalhadas tipográficas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZMdnvQqGqI/AAAAAAAAAB8/Uc-FgrnT-F4/s1600-h/hist-machado1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301613754883644066" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZMdnvQqGqI/AAAAAAAAAB8/Uc-FgrnT-F4/s320/hist-machado1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sei que é irritante quando pegam um erro de digitação para condenar um autor ou uma editora. Pois está para ser inventado avanço tecnológico e revisor vigilante que evite o erro involuntário e acidental. Mas até um erro tipográfico é constrangedor quando dificulta o entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euclides da Cunha (1866-1909) virou noites em 1902 para reparar 80 vacilos de impressão e de revisão nos 2 mil exemplares de &lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt; (no total, 160 mil correções a canivete e tinta nanquim). Nada se compara, no entanto, ao deslize da livraria Garnier naquele mesmo ano, com a 2&lt;span style="font-size:78%;"&gt;a&lt;/span&gt; edição de &lt;em&gt;Poesias Completas&lt;/em&gt;, de Machado de Assis (1839-1908).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras da editora eram impressas na França. Na página VI do prefácio, o tipógrafo teve a infelicidade cósmica de trocar a letra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; por um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do verbo “&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;cegar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;” do trecho “a tal extremo lhe cegara o juízo...” Assim, no mais-que-perfeito do indicativo, o resultado foi uma cegada. Com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; inicial, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329465479562303330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SfYQnfAEl2I/AAAAAAAAAH0/xm8xr5UpAhU/s320/costaedit.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-8775025574503279317?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/8775025574503279317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/trapalhadas-tipograficas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8775025574503279317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8775025574503279317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/trapalhadas-tipograficas.html' title='Trapalhadas tipográficas'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZMdnvQqGqI/AAAAAAAAAB8/Uc-FgrnT-F4/s72-c/hist-machado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-6083831331336036083</id><published>2009-02-11T06:46:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T10:59:36.506-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>A linguagem de Felipão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZLn-XHaXeI/AAAAAAAAAB0/B2PXGLQez6A/s1600-h/AntÃ´nio+Cruz+Abr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301554769911504354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZLn-XHaXeI/AAAAAAAAAB0/B2PXGLQez6A/s320/Ant%C3%B4nio+Cruz+Abr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Felipão demitido do Chelsea por limite de linguagem. A tese já se firmou na mídia, alimentou releases de escolas de inglês e foi bancada por gente insuspeita, como Tostão (caderno &lt;em&gt;Esporte&lt;/em&gt;, na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; de hoje, D3), e de quem, mesmo quando fala de outros parece justificar a si mesmo, como Vanderlei Luxemburgo (programa &lt;em&gt;Bem Amigos&lt;/em&gt;, SporTV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tostão: "Felipão é um craque na conversa ao pé do ouvido, com o braço por cima do ombro do atleta, quando diz palavras carinhosas, técnicas e francas. Por causa da língua, certamente teve muitas dificuldades para fazer isso, mesmo que tenha sido um ótimo aluno de inglês. Além disso, conversa ao pé do ouvido não dever ser um hábito na Inglaterra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luxemburgo: "O problema do Felipão é a maneira de envolver os jogadores no projeto. Ele depende do idioma da maneira como ele passa. Ele fala inglês, mas não domina e fica na dependência de como os jogadores vão absorver o que ele diz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para tirar sarro da súbita consciência linguística dos formadores de opinião. Mas seria de todo modo arrogância considerar irrelevante o que eles dizem. A intimidade com um idioma, qualquer um, é incapaz de recompor a riqueza da "língua de chegada", e o que a comunicação cotidiana depende de interstícios, entrelinhas, olhares e gestos. Se Felipão foi vítima disso ou de sua particular combinação de acolhimento e truculência, só ele poderá dizer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-6083831331336036083?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/6083831331336036083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/linguagem-de-felipao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6083831331336036083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/6083831331336036083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/linguagem-de-felipao.html' title='A linguagem de Felipão'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SZLn-XHaXeI/AAAAAAAAAB0/B2PXGLQez6A/s72-c/Ant%C3%B4nio+Cruz+Abr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-563950293109485311</id><published>2009-02-06T08:47:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T11:07:05.599-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nova ortografia'/><title type='text'>Acordo ortográfico: "para" sem acento</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SYxzA22idSI/AAAAAAAAABc/ZcVLKoXFgCQ/s1600-h/folha+mercedes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299737320069690658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SYxzA22idSI/AAAAAAAAABc/ZcVLKoXFgCQ/s320/folha+mercedes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; de hoje foi vítima do acordo ortográfico já na capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada mostra que não é todo exemplo que dá a entender de primeira que o “para” é forma verbal, não preposição. Afinal, o que se está dizendo é que a montadora dá férias a 7 mil operários e a uma fábrica? Ou que dá férias aos trabalhadores e paralisa a unidade no ABC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda do sinal diferencial de “para” jogou para o contexto a fatura do entendimento. A reforma de 1971 fez o mesmo com “sede” (querer água) e “sede” (local), que tinha acento e desde então lançou ruído sobre frases como “A sede de vingança está no coração”, muito citada nas palestras de Evanildo Bechara. Mas todo mundo sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O título do jornal tem o mérito adicional de nos lembrar que as mudanças de grafia terão impacto distinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SYxznBttKwI/AAAAAAAAABs/-A0P6gXWxVQ/s1600-h/folha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299737975820462850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SYxznBttKwI/AAAAAAAAABs/-A0P6gXWxVQ/s320/folha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Umas serão questão de hábito – um incorporar à custa de treino, que está na extinção do acento em ditongos &lt;em&gt;ei&lt;/em&gt; (ideia) e &lt;em&gt;oi&lt;/em&gt; (asteroide), e do trema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras só vão armar confusão, como as regras do hifen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há os tributos ao contexto, como "para". Por um tempo, vamos bater cabeça em algumas sentenças. Mas não será um deus nos acuda, nem a Mercedes estará melhor preparada para a crise global por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a interpretação do título não é imediata. Como todo jornal quer sempre comunicação imediata, seria preferível outra formulação, não? Ou isso é cisma barata? Das que só interessam a tecnocratas do consumo, que sempre tomam por baixo a massa encefálica da raia que alimentam. Talvez a imprensa é que subestima a capacidade de esforço adicional de seus consumidores, e sua sede (não "sede") de decodificação imediata seja não só infundada como neurótica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-563950293109485311?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/563950293109485311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/para-sem-acento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/563950293109485311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/563950293109485311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/para-sem-acento.html' title='Acordo ortográfico: &quot;para&quot; sem acento'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SYxzA22idSI/AAAAAAAAABc/ZcVLKoXFgCQ/s72-c/folha+mercedes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-8734577030535233549</id><published>2009-02-05T06:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T08:22:48.332-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>O bom gerundismo</title><content type='html'>A locução “vou estar + gerúndio” é usada de forma viciosa Brasil afora, mas ela pode ser legítima quando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) comunica a idéia de uma ação que ocorre no momento de outra.&lt;br /&gt;"Enquanto você estiver no estádio, vou estar vendo novela” é adequada ao sistema da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) há verbos que indiquem processo: “amanhã vai estar chovendo” ou ações contínuas: “amanhã vou estar trabalhando o dia todo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-8734577030535233549?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/8734577030535233549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/o-bom-gerundismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8734577030535233549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8734577030535233549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/o-bom-gerundismo.html' title='O bom gerundismo'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-3560081086330211709</id><published>2009-02-05T05:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T06:11:44.843-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Língua real'/><title type='text'>Quando evitar o gerundismo</title><content type='html'>Usar a locução com gerúndio ("vou estar falando com meu chefe") vira um problema quando não queremos comunicar a idéia de eventos ou ações simultâneas, mas falar de ação pontual, em que a duração não é fator dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou falar” dá idéia de afirmação pontual, não de ação em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou estar falando” se refere a um futuro em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no mínimo forçado usar uma forma verbal com valor de outra – falar de ação isolada, que se encerraria num ato, como se fosse contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR QUE O GERUNDISMO FICOU TÃO POPULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adotar o gerúndio numa construção que não o pedia, a pessoa finge indicar uma ação futura com precisão, quando na verdade não o faz. Não quer dizer de forma direta que vai resolver uma questão ou definir uma data para fazê-lo. Mas não quer ser deselegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se vê como parte de uma burocracia, não tem o poder de decidir. Quem usa intui que ela é ótima quando não se quer comprometer com alguém e ao mesmo tampo parecer mal-educado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO EVITAR O GERUNDISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a locução com gerúndio, qualquer um evita amarrar compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, por trás da aparente natureza sintática, o fenômeno tem implicações semânticas e pragmáticas – seu sentido diz algo sobre a própria cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se evita gerundismo aprofundando o diálogo. Não deixando dúvida sobre o que dizemos e o que nos dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superficialidade não está em usá-lo, mas em aceitar respostas imprecisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-3560081086330211709?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/3560081086330211709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/quando-evitar-o-gerundismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3560081086330211709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/3560081086330211709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/02/quando-evitar-o-gerundismo.html' title='Quando evitar o gerundismo'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-8410949195215033598</id><published>2009-01-27T09:51:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T10:30:14.759-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Técnicas de texto'/><title type='text'>Como fazer uma resenha</title><content type='html'>Usada em atividades acadêmicas e no jornalismo cultural, a crítica ligeira exige capacidade de síntese conjugada a uma boa argumentação. É preciso dosar síntese e comentário num texto breve sobre uma obra humana. Mas não há receitas. Mesmo assim, não custa lembrar as práticas consagradas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A brevidade não é desculpa para comentários impressionistas, arrogantes e levianos, como afirmar que “o filme é ruim” sem dizer a razão pela qual é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Fisgue o leitor já no começo. Encontre algo interessante, insólito ou intrigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Frases curtas, diretas. É bom evitar detalhes demasiados em espaço curto. Mas não use o pouco espaço como muleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Contextualize. Descreva o conteúdo da obra, insira o autor e a questão na tendência a que estão ligados, compare a obra ao conjunto da produção do autor e faça conclusão que resuma ou retome a opinião desenvolvida até ali. Analise o estilo e o modo como personagens são construídos, a evolução do assunto e do raciocínio, e os objetivos da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Geraldo Galvão Ferraz, que já foi colunista de &lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;, na qual abordou o tema, elaborou uma lista de checagem para resenhas:&lt;br /&gt;· Seu texto está adequado ao público a que se dirige?&lt;br /&gt;· Ele mostra que você refletiu e tem repertório para avaliar a obra?&lt;br /&gt;· Está claro o que o autor destacou como importante na obra?&lt;br /&gt;· Suas opiniões estão equilibradas e fundamentadas?&lt;br /&gt;· Há problemas de correção gramatical na resenha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-8410949195215033598?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/8410949195215033598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/como-fazer-uma-resenha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8410949195215033598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/8410949195215033598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/como-fazer-uma-resenha.html' title='Como fazer uma resenha'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1430455630904884304</id><published>2009-01-26T10:46:00.000-08:00</published><updated>2009-02-16T12:00:13.414-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>A anti-retórica de Operação Valquíria</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4G3jTXfyI/AAAAAAAAAAM/X39ulJcGH4g/s1600-h/Valquiria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295677763273326370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4G3jTXfyI/AAAAAAAAAAM/X39ulJcGH4g/s320/Valquiria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O filme &lt;em&gt;Operação Valquíria&lt;/em&gt; pode até revitalizar a carreira de Tom Cruise, mesmo sendo o enézimo filme-história-viva contra o nazismo. A tensão é tal que o ar é fatiável como bisnaga, e é assim que o filme contorna, com consistência, a armadilha da previsibilidade. Previsível porque seu desfecho é manjado: o frustrado atentado a bomba contra Hitler realizado por uma nata de oficiais de seu regime. Consistente porque faz os personagens respirarem em cena e mesmo o mais despudorado oportunismo de alguns dos conspiradores é velado, cheio de hiatos, contido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impressionante de fato, a meu ver, é a quase total falta de esforço retórico dos líderes do complô para conquistar conspiradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os candidatos a assassinos de Hitler gastam muito pouca saliva para engrossar suas fileiras. A não ser que a resistência interna fosse um desejo escancarado e tratado com permissividade, coisa que o próprio filme descarta. Há um pisar de ovos no filme, um dito que não pode ser dito e tudo é editado de forma a que se economizem palavras de convencimento. É sua maior qualidade técnica de roteiro, aliás. Por isso, a facilidade por vezes instantânea de conquistar seguidores parece um calo ósseo no filme. É de deixar muita gente saudosa de outro tipo de registro, em que a força da retórica, mesmo manipulativa, faz toda a diferença. Até para os ouvidos do nazista caricato de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de Oskar Schindler (Liam Neeson) ao lado do SS Amon Goeth (Ralph Fiennes), sádico comandante do campo de concentração de &lt;em&gt;A Lista de Schindler&lt;/em&gt; (1993), de Steven Spielberg. O filme tem aqueles excessos spielberguianos, que não é o caso retomar, mas uma cena antológica para os estudos retóricos, que comentei ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1430455630904884304?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1430455630904884304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/anti-retrica-de-operao-valquria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1430455630904884304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1430455630904884304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/anti-retrica-de-operao-valquria.html' title='A anti-retórica de Operação Valquíria'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4G3jTXfyI/AAAAAAAAAAM/X39ulJcGH4g/s72-c/Valquiria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4991909930609835807.post-1303793681418471424</id><published>2009-01-25T11:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-16T11:58:59.601-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retórica'/><title type='text'>A lábia de Schindler</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4M-AHau3I/AAAAAAAAAAg/6IiyxX4scL0/s1600-h/LISTA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295684471156816754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4M-AHau3I/AAAAAAAAAAg/6IiyxX4scL0/s320/LISTA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há uma cena antológica, ao menos para os estudos de retórica, de A Lista de Schindler (1993), importante como contraponto para Operação Valquiria, filme que comentarei em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goeth (Ralph Fiennes) banca o franco-atirador do alto de sua varanda. O empresário nazista Oscar Schindler (Liam Neeson) quer convencê-lo a parar. Não pode, claro, usar argumentos humanistas. Não teriam chance de impedir o massacre e exporia a si mesmo como simpatizante dos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shindler adota, portanto, argumentos aceitáveis a um psicopata da SS.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;– Quanto mais olho você... você nunca bebe... um verdadeiro controle de si... o controle é o poder... é o poder... – diz Goeth.&lt;br /&gt;– É por isso que eles nos temem?&lt;br /&gt;– Temos o poder de matar... é por isso que nos temem... porque temos o poder de matar arbitrariamente – responde Goeth.&lt;br /&gt;– Um homem comete um crime... não devia ter cometido... nós o mandamos matar e depois nos sentimos bem... mas isso não é o poder... é justiça... é diferente do poder... o poder é quando temos todas as razões para matar... e não o fazemos... – rebate Schindler.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Goeth o olha, surpreso.&lt;br /&gt;– Acha que isso é o poder?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Schindler se inclina, mira Goeth nos olhos.&lt;br /&gt;– Só o dos imperadores... um homem que cometeu um erro é levado ao imperador... deita-se aos seus pés para implorar piedade... tem a certeza de que vai morrer... e o imperador o perdoa... deixa o tratante ir embora.&lt;br /&gt;– Você está bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schindler abre os braços, deixa de se inclinar para Goeth.&lt;br /&gt;– É o poder, Amon ... isso é o poder, bom Amon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goeth finge benzê-lo, aos risos.&lt;br /&gt;– Eu o perdôo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A atitude de Schindler evita ao menos uma morte. Tudo o que fez foi criar um terreno para tornar Goeth mais receptivo. Está no pleno gozo de sua retórica. Mas evidentemente não está dizendo o que pensa. Porque usar a retórica para persuadir não tem relação com verdades, mas com construção de contextos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É recurso antigo esse, o de preparar o terreno, descrever uma situação facilmente assimilada pelo ouvinte, antes de emitir pra valer a nossa opinião. O francês Philippe Breton, em A Argumentação na Comunicação, chama o expediente de “enquadramento”. Enquadrar é tentar modificar o conjunto de opiniões e valores prévios, partilhados por quem nos ouve, para só então abrir espaço para a nossa opinião. Não posso defender a liberalização das drogas a policiais sem antes derrubar seu natural asco pelo assunto. Sem esse esforço prévio, nem teriam paciência em me ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4991909930609835807-1303793681418471424?l=seguranotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seguranotexto.blogspot.com/feeds/1303793681418471424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/lbia-de-schindler.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1303793681418471424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4991909930609835807/posts/default/1303793681418471424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seguranotexto.blogspot.com/2009/01/lbia-de-schindler.html' title='A lábia de Schindler'/><author><name>Luiz Costa Pereira Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996131679058404437</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX8PXwIxrXI/AAAAAAAAAAs/HbBkWtbhtT8/S220/editorial+luiz+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_05KSqoKvJzw/SX4M-AHau3I/AAAAAAAAAAg/6IiyxX4scL0/s72-c/LISTA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
